ADUFPB promove roda de conversa sobre enfrentamento à violência contra as mulheres no Campus IV da UFPB
A Associação dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba (ADUFPB) realizou, na noite dessa quinta-feira (12), a Roda de Conversa “Pela Vida das Mulheres: Machismo Mata – Nenhuma a Menos!”, no Auditório Paulo Freire, no Campus IV da UFPB, em Mamanguape. A atividade reuniu docentes, estudantes e integrantes da comunidade acadêmica em um espaço de diálogo e reflexão sobre o enfrentamento ao machismo e às diversas formas de violência contra as mulheres.
O momento integrou a programação do mês de março, dedicado à reflexão sobre os direitos das mulheres, e buscou fortalecer o debate institucional e social sobre a construção de ambientes mais seguros, igualitários e livres de violência.

Mesa de abertura
A mesa de abertura contou com a presença da vice-reitora da UFPB, professora Mônica Nóbrega; do diretor do Centro de Ciências Aplicadas e Educação (CCAE), professor Joseilme Gouveia; do presidente da ADUFPB, professor Edson Franco; e da professora Elisângela Inácio, representante do Comitê Mulheres em Resistência da ADUFPB.
A condução da atividade foi realizada pelo professor Saulo Maciel, diretor da ADUFPB no Campus IV – Litoral Norte.
Debate e contribuições

Durante a roda de conversa, a vice-reitora Mônica Nóbrega apresentou o Plano UFPB de Prevenção e Enfrentamento do Assédio, da Discriminação e de Outras Violências, documento que estabelece as ações institucionais voltadas à prevenção e ao enfrentamento dessas práticas na universidade, além dos mecanismos de acompanhamento e monitoramento das medidas implementadas.
As diretrizes estratégicas do plano são:
- Fomentar ambientes de trabalho livres de violência, em que os direitos humanos e a dignidade das trabalhadoras e dos trabalhadores sejam respeitados, promovendo uma cultura organizacional que valorize o respeito, a inclusão, a igualdade, a diversidade, a equidade, a acessibilidade e a integridade
- Reduzir riscos de assédio moral, assédio sexual, discriminação e outros tipos de violências.
- Implantar uma cultura de paz na instituição.
O plano também está estruturado em três eixos principais de atuação: prevenção, acolhimento e tratamento de denúncias, com o objetivo de consolidar uma cultura institucional de paz e respeito.
A assistente social e coordenadora da Vigilância Socioassistencial de Rio Tinto e Mataraca, professora Estela Carvalho, apresentou a exposição “Violência contra a mulher no Litoral Norte da Paraíba”, abordando como as demandas relacionadas à violência chegam aos serviços das políticas públicas e destacando o papel de equipamentos como os CREAS e da vigilância socioassistencial na articulação da rede de proteção às mulheres. Em sua fala, enfatizou que:
“Combater o feminicídio é construir rede. E rede se constrói com decisão política, planejamento e compromisso coletivo.”
Também participaram do debate a professora Elisângela Inácio, coordenadora do GTPCGEDS da ADUFPB, e a professora Laura Berquó, representante do Centro de Referência de Políticas de Prevenção e Enfrentamento às Violências contra as Mulheres da UFPB (CoMu), que compartilharam reflexões, experiências e perspectivas sobre o papel da universidade na promoção da equidade de gênero e na construção de uma sociedade mais justa.

A atividade reforçou a importância da universidade pública como espaço de debate, produção de conhecimento e articulação de ações voltadas à promoção dos direitos humanos e ao enfrentamento das desigualdades de gênero.
Texto e fotos: Ascom CCAE
